abril 24, 2014

Beleza não tão pura assim

Foto por Charles Porter, Flickr, Licença Creative Commons

Foto por Charles Porter, Flickr, Licença Creative Commons

Você é mãe de uma menina? Sua filha usa maquiagem? Pinta as unhas com esmalte?

A discussão a respeito do uso de maquiagem e esmalte por meninas costuma, quando muito, focar na idade ideal para que elas comecem a usar esses produtos e na questão da erotização infantil. Em outras palavras, depois de certa idade, os pais costumam deixar que suas filhas usem maquiagem e pintem as unhas. Uns deixam mais cedo, outros deixam mais tarde.

Talvez por desconhecimento, quase ninguém considera uma outra questão quando autoriza o uso de maquiagem e esmalte pelas filhas pequenas: muitos desses produtos contêm substâncias tóxicas.

Muitos produtos cosméticos contêm metais pesados reconhecidamente tóxicos ao organismo do ser humano. Os metais costumam ser impuridades indesejadas, substâncias sem função específica, que acabam entrando na composição de cosméticos através, por exemplo, de contaminação ambiental de alguns ingredientes.

Uma categoria de cosméticos que frequentemente apresenta problemas é a de produtos labiais. Pesquisas têm mostrado a presença de chumbo em inúmeras marcas de batons e outros itens de maquiagem para os lábios, das mais baratas às mais caras. Segundo um estudo da ONG canadense Environmental Defense, um gloss labial da marca Benefit, por exemplo, contém 110ppm (partes por milhão), 10 vezes mais que o limite estabelecido pelo Departamento de Saúde do Canadá. O chumbo é uma neurotoxina bastante conhecida. É nocivo ao ser humano, sendo que grávidas e crianças são os grupos mais vulneráveis.

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abril 22, 2014

Bolas rolam, ora bolas!

Crédito: Eco Maternidade

Crédito: Eco Maternidade

Meu filho não assiste televisão, não tem brinquedo a pilha que toque música ou acenda luz, não tem acesso ao meu telefone e nem tem um tablet infantil. Até ganhamos de presente uma bola que toca música. Mas eu e o marido tiramos a caixinha da bateria que faz a bola cantar. Afinal, é uma bola! Por que haveria de cantar? Bolas não cantam! Bolas rolam, ora bolas!

Segundo a Academia Americana de Pediatria, crianças de até dois anos não devem ficar diante de tela alguma em qualquer momento do dia. Nessa fase, o cérebro do bebê triplica de tamanho e a super exposição a tecnologia parece estar associada a problemas cognitivos e de comportamento. No caso de crianças mais velhas, pesquisas diversas mostram que o tempo em frente à tela da TV, por exemplo, está diretamente ligado à obesidade, além de afetar negativamente o sono.

Alguns aplicativos de tablets, frequentemente vistos como ferramentas educativas, seriam, na verdade, prejudiciais à aprendizagem a longo prazo. Segundo especialistas, a rapidez com que telas touch screen interagem com as crianças poderia reduzir a paciência e a resistência para atividades que exigem mais esforço mental, como a leitura de um livro, por exemplo.

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abril 21, 2014

Brincando com o inimigo

Muito se fala hoje em dia dos problemas ambientais causados pelas garrafas PET e pelas sacolas plásticas. A discussão, no entanto, costuma parar por aí. A julgar pela quantidade de brinquedos de plástico existentes no mundo, por que não incluí-los na discussão?

Vários tipos de plástico são usados para fabricar brinquedos. Para quem não sabe, a matéria prima para o plástico é, quase sempre, o petróleo, cujo processo de extração é altamente poluente.

Mas o problema não termina aí.

O processo de fabricação dos plásticos em si também é muito poluente, criando resíduos que se espalham pelo ar e pelos mares. Anos depois, o brinquedo de plástico será descartado (mesmo que o brinquedo seja doado pelo dono original, em algum momento, ele será descartado).

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abril 16, 2014

Educação alimentar e o meio ambiente

A revolução pessoal pela qual passei há alguns anos, que me fez tomar consciência da minha pegada ambiental e passar a enxergar o mundo natural de maneira diferente, teve início, na verdade, na cozinha.

Nunca fui de questionar muito meus hábitos alimentares. Como boa parte da classe média alta no Brasil, passei a minha infância e juventude sem ter que me preocupar com idas ao supermercado ou com o trabalho na cozinha. Quase como um ‘milagre’, as refeições chegavam à mesa, sem esforço algum da minha parte.

O ‘milagre’, no entanto, parou de acontecer quando fui morar em Londres, como estudante de doutorado, e me vi, pela primeira vez, em uma situação em que tinha que comprar e cozinhar a minha própria comida. Cheguei à conclusão de que tinha duas opções: viver à base de pizzas congeladas e saladas pré-lavadas ou aprender a cozinhar.

Decidi que aprenderia a cozinhar!

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