março 17, 2015

Você acha que plástico livre de BPA é seguro? Pense novamente

Essa garrafa muito provavelmente é livre de BPA. Mas será que ela é segura? Foto por Gordon, Flickr, Licença Creative Commons

Essa garrafa muito provavelmente é livre de BPA. Mas será que ela é segura? Foto por Gordon, Flickr, Licença Creative Commons

Alguns anos atrás, pesquisas começaram a demonstrar que o Bisfenol-A é tóxico. A substância atrapalharia o funcionamento do sistema endócrino, o sistema que regula os hormônios no corpo humano, contribuindo para o desenvolvimento de uma série de doenças. A toxicidade do BPA foi amplamente divulgada pela imprensa e a má fama acabou chegando aos consumidores.

A substância foi, então, retirada de muitos produtos, principalmente os voltados para o público infantil, como mamadeiras, copos de transição e brinquedos.

A indústria pegou a onda do ‘sucesso’ do Bisfenol-A e relançou vários produtos com o selo ‘plástico livre de BPA’. Muitos pais compraram esses produtos acreditando que eles fossem realmente mais seguros para seus filhos.

Componente fundamental na fabricação de policarbonato (um tipo de plástico duro) e muito usado para revestir latas e garrafas, o Bisfenol-A não pôde ser eliminado das fórmulas dos produtos sem algo para substituí-lo. Para tal tarefa, a indústria tem usado muito um outro Bisfenol, o Bisfenol-S.

E se eu te contasse que pesquisas recentes têm indicado que o Bisfenol-S é provavelmente tão tóxico quanto o Bisfenol-A e também atrapalharia o funcionamento do sistema endócrino?

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fevereiro 23, 2015

Educação alimentar em florestas de concreto

Foto por Michel Bish, Flickr, Licença Creative Commons

Foto por Michel Bish, Flickr, Licença Creative Commons

Sabe aquele requeijão que você usa no café da manhã? Ele chega à sua casa após um longo processo de produção. O pote onde o requeijão é vendido é produzido numa fábrica de produtos de plástico ou de vidro e transportado até a fábrica de laticínios. Depois de pronto, o requeijão, já dentro do pote, vai para um centro de distribuição. De lá, parte para o supermercado. O transporte tem de ser feito dentro de um caminhão refrigerado e, no supermercado, o requeijão tem que ficar na prateleira refrigerada. Toda essa climatização gasta bastante eletricidade.

Já o pão nosso de cada dia tem grandes chances de ter sido feito com trigo produzido lá na Argentina. Várias outras coisas que consumimos vêm de longe. O transporte de alimentos, seja ele marítimo ou aéreo, gasta combustível, mas com esse valor energético quase ninguém se importa.

Aquela caxinha longa vida que armazena as bebidas disponíveis na prateleira dos supermercados é composta por seis camadas, incluindo camadas de plástico, uma de papel e uma camada de alumínio. Ou seja, só a cadeia de produção da embalagem é de uma complexidade e custo ambiental enormes. A produção de bauxita (matéria-prima essencial para a produção de alumínio), por exemplo, demanda muita, mas muita, energia elétrica.

Existem poucas coisas na vida do ser humano mais cruciais do que se alimentar. E, como os exemplos acima sugerem, poucas coisas estão tão relacionadas ao meio ambiente quanto o modo como nos alimentamos.

Diante disso, será que, como sociedade, damos atenção o suficiente à educação alimentar de crianças e adolescentes?

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janeiro 19, 2015

A infância dos criadores do iPad

Foto por Tom Woodward, Flickr, Licença Creative Commons. A geração que inventou o iPad ficava muito menos tempo na frente de uma tela do que a geração atual. Será que isso influenciou a maneira como a equipe da Apple trabalha?

Foto por Tom Woodward, Flickr, Licença Creative Commons. A geração que inventou o iPad ficava muito menos tempo na frente de uma tela do que a geração atual. Será que isso influenciou a maneira como a equipe da Apple trabalha?

A equipe da Apple que inventou o iPad era, muito provavelmente, composta por pessoas super criativas, capazes de resolverem problemas complexos e que não desistem facilmente de um projeto. Afinal, o aparelho criado pela empresa é um exemplo marcante de tecnologia e design.
Vocês já pararam para pensar sobre o que faziam os inventores do iPad quando eram crianças? Com certeza não brincavam com tablets.

Será que a maneira como os criadores do iPad brincavam na infância influenciou o modo como trabalham agora que são adultos?

O empreendedor Nate Hanson, criador do Sumry, um inovador aplicativo da Web para criação e compartilhamento de currículos, acredita que sim.

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dezembro 12, 2014

O que (não) fazer para seu filho comer bem – PARTE 5

Foto por Jay & Meg Rishel, Flickr, Licença Creative Commons

Foto por Jay & Meg Rishel, Flickr, Licença Creative Commons

O post de hoje é o quinto e último da série sobre alimentação infantil baseada nas ideias da terapeuta ocupacional Alisha Grogan. Alisha mantém o site Your Kid’s Table, com dicas preciosas para maximizar as chances de uma experiência bem-sucedida na hora da refeição.

Dica #5: Coma junto com seu filho

Alisha Grogan recomenda que pais comam junto com seus filhos, inclusive os bebês. Nem sempre é possível conciliar os horários da família, mas vale muito a pena se esforçar para que as refeições sejam feitas em família desde o início da introdução alimentar.

A criança que come em outro horário perde as oportunidades de socialização que as refeições em família oferecem. Além disso, ao colocar seu filho para comer antes do resto da família, você está abrindo mão de uma ferramenta muito poderosa na introdução alimentar, a ferramenta do exemplo. Quem convive com criança pequena sabe que elas adoram imitar os adultos e que observam tudo que fazemos. Mas muita gente esquece que isso também se aplica à alimentação.

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dezembro 11, 2014

O que (não) fazer para seu filho comer bem – PARTE 4

Foto por Eric Peacock, Flickr, Licença Creative Commons

Foto por Eric Peacock, Flickr, Licença Creative Commons

O post de hoje é o quarto da série sobre alimentação infantil baseada nas ideias da terapeuta ocupacional Alisha Grogan. Alisha mantém o site Your Kid’s Table, com dicas preciosas para maximizar as chances de uma experiência bem-sucedida na hora da refeição.

Dica #4: Brinquedos não combinam com a refeição

Não levar brinquedos para a mesa é uma regra óbvia para muita gente, mas é sempre bom citá-la. O brinquedo distrai e a criança bate um prato inteiro, o que, à primeira vista, parece uma ótima estratégia. O problema é que aprender a comer envolve muito mais coisas do que ingerir a comida que está no prato. E a criança distraída com um brinquedo presta atenção, obviamente, no brinquedo e não no alimento: não presta a devida atenção na diversidade de cores que compõem o prato, usa as mãos para manipular o brinquedo e não alimento (explorar a comida com as mãos é parte crucial da introdução alimentar), entre outras coisas.

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dezembro 10, 2014

O que (não) fazer para seu filho comer bem – PARTE 3

Foto por Erik Johnson, Flickr, Licença Creative Commons

Foto por Erik Johnson, Flickr, Licença Creative Commons

O post de hoje é o terceiro da série sobre alimentação infantil baseada nas ideias da terapeuta ocupacional Alisha Grogan. Alisha mantém o site Your Kid’s Table, com dicas preciosas para maximizar as chances de uma experiência bem-sucedida na hora da refeição.

Dica #3: Evite os lanchinhos a toda hora

Quem nunca lançou mão da estratégia de dar comida ao filho para mantê-lo quieto no carrinho, na cadeirinha do carro ou no supermercado? Acho que é difícil encontrar alguém que nunca tenha feito isso. O problema é quando essa prática vira rotina e a criança passa a beliscar constantemente fora de hora. Não é sempre possível dedicar um horário para as refeições, então beliscar com frequência muitas vezes acaba sendo uma opção mais atraente para muitos pais. Beliscar fora de hora também parece uma boa opção quando a hora da refeição em si torna-se estressante por algum motivo qualquer.

Em todos esses cenários, oferecer comida à criança fora do horário da refeição pode funcionar a curto prazo, mas atrapalha as coisas a longo prazo, fazendo com que a criança tenha dificuldade de estabelecer bons hábitos alimentares.

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dezembro 9, 2014

O que (não) fazer para seu filho comer bem – PARTE 2

Foto por Martin McDonald, Flickr, Licença Creative Commons

Foto por Martin McDonald, Flickr, Licença Creative Commons

O post de hoje é o segundo da série sobre alimentação infantil baseada nas ideias da terapeuta ocupacional Alisha Grogan. Alisha mantém o site Your Kid’s Table, com dicas preciosas para maximizar as chances de uma experiência bem-sucedida na hora da refeição.

Dica #2: Não desista do cadeirão cedo demais

Segundo Alisha, devemos evitar fazer a transição do cadeirão para uma cadeira normal ou uma mesinha de criança antes de 2 anos e meio. Convencer uma criança acostumada a um cadeirão convencional a ficar sentada em uma cadeira normal ou em uma mesinha é praticamente impossível, o que acaba afetando negativamente a refeição. O melhor é continuar com o cadeirão ou com um assento de elevação onde a criança possa ficar ‘presa’, oops, sentada com segurança. Caso a criança seja acostumada, desde o início da introdução alimentar, a sentar no cadeirão ou no assento de elevação, ela não conhecerá outra realidade e, portanto, dificilmente se recusará a comer sentada ali.

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dezembro 8, 2014

O que (não) fazer para seu filho comer bem – PARTE 1

Foto por David Goehring, Flickr, Licença Creative Commons

Foto por David Goehring, Flickr, Licença Creative Commons

Até que ponto a seletividade na hora de comer é característica natural das crianças? O quanto da seletividade dos filhos pode ser atribuído a tropeços dos pais durante a introdução alimentar?

Minha experiência pessoal e as leituras que faço sobre o tema alimentação infantil me fazem acreditar que uma boa parte da seletividade da criança pode, sim, ser evitada.

A seletividade na hora da refeição deixa pais preocupados com a saúde dos filhos, faz com que restaurantes ofereçam menu infantil com itens pouco nutritivos e abre as portas para a indústria alimentícia lançar cada vez mais produtos de fácil aceitação pelo público infantil.

Infelizmente, na tentativa de fazer com que os filhos comam e com receio de que os filhos não estejam ingerindo uma quantidade suficiente de nutrientes, muitos pais lançam mão de estratégias atraentes que acabam sendo precursoras de problemas lá na frente.

A fim de entendermos alguns erros bastante comuns cometidos por pais ou cuidadores em relação à alimentação na primeira infância, eu fui buscar o conhecimento de uma especialista na área.

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novembro 18, 2014

Altas doses de Vitamina N(atureza)

Meu filho brincando ao ar livre. Crédito: Eco Maternidade

Meu filho brincando ao ar livre. Crédito: Eco Maternidade

Por que será que o ser humano dá preferência, sempre que possível, a morar, ou pelo menos passar férias, em um lugar com vista para a natureza (árvores, uma montanha ou o mar)?

Pois essa preferência não parece ser decorrente somente de uma questão estética. Ou seja, não é somente porque uma vista para a natureza é bonita e agradável para os olhos. Estudos têm demonstrado que a proximidade a áreas verdes é de fundamental importância à nossa saúde mental. E mais: o contato direto e regular com a natureza parece ser crucial também para a nossa saúde física.

No caso de crianças, brincar ao ar livre seria muito mais do que aprender sobre o meio ambiente ou sustentabilidade e muito mais do que arejar ou respirar ar puro. A natureza oferece às crianças uma infinidade de experiências sensoriais que não podem ser fabricadas artificialmente.

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novembro 4, 2014

Repensando a bebida na lancheira das crianças

Foto por PhotographyByPaul, Flickr, Licença Creative Commons

Foto por PhotographyByPaul, Flickr, Licença Creative Commons

Todos os dias, Joãozinho leva para a escola uma caixinha de bebida longa vida em sua lancheira. O surgimento desse tipo de produto no mercado facilitou a vida da mãe de Joãozinho, pois as embalagens longa vida individuais têm o tamanho perfeito para o lanche da escola.

Ótimo, não? Hmmm, mais ou menos. Infelizmente, a proliferação de bebidas industrializadas em caixas cartonadas longa vida traz consigo praticidade, mas também baixo valor nutritivo, potenciais problemas de saúde e um alto custo ambiental.

Como ficará claro ao longo do texto, o assunto ‘bebida de criança’ é um caso que ilustra perfeitamente a premissa aqui do Eco Maternidade de que o que é melhor para o meio ambiente é também melhor para a saúde de nossos nossos filhos. Precisamos repensar que bebida colocar nas lancheiras dos pequenos.

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