Foto por Jez Arnold, Flickr, Licença Creative Commons

Foto por Jez Arnold, Flickr, Licença Creative Commons

Carrinhos de bebê enormes e caros costumam ser muito cobiçados pelo aspecto estético, pela facilidade de manobrá-los e pelo conforto que apresentam ao bebê. Isso tudo pode ser verdade.

Mas o super carrinho logo vira um trambolho. Costumam ser difíceis de fechar, são pesados e grandes demais para a mala de um carro de pequeno ou médio porte.

Já perdi a conta de quantas vezes vi uma família que comprara um super carrinho aposentá-lo e passar a usar um carrinho guarda-chuva quando o bebê cresce um pouco.

Agora tentem imaginar o impacto ambiental da situação descrita acima? Quantos super carrinhos são construídos para serem aposentados depois de um breve período de uso?

Com exceção da Naturkind, uma marca austríaca de carrinho de bebê que trabalha com materiais naturais e que realmente tem uma preocupação genuína com a questão da sustentabilidade, carrinhos de bebê costumam ser fabricados sem considerar muito o impacto ambiental. De maneira geral, têm a estrutura feita de metal, as rodas de borracha sintética e o assento de tecido sintético. É um item cujo processo de produção tem alto impacto ambiental.

Se você está grávida, convido-a a refletir sobre o enxoval de seu bebê. Que tal considerar a opção de ter somente um carrinho modelo guarda-chuva? A não ser que você não tenha carro e faça praticamente tudo a pé, um super carrinho muito provavelmente será pouco usado e sua compra não será justificada. Comprando somente um carrinho, evitamos o desperdício dos recursos usados no processo de produção e economizamos uma quantia de dinheiro significativa.

Fotos por Moshe Reuveni, Flickr, Licença Creative Commons

Exemplo de carrinho guarda-chuva. Fotos por Moshe Reuveni, Flickr, Licença Creative Commons

Há modelos de carrinho guarda-chuva que reclinam o suficiente para o uso com recém-nascidos ou que têm adaptador para acomodar o bebê conforto. Além disso, nada melhor do que um sling ou canguru para carregar seu bebê, principalmente durante os três primeiros meses da vida dele, conhecidos como o 4o trimestre da gravidez.

Além da pegada ambiental da produção em si, muitas marcas de carrinho de bebê americanas e europeias trazem ainda um problema invisível: um tratamento anti-chamas que ninguém vê. Há cada vez mais evidências de que esse tratamento anti-chamas (que não é restrito a carrinhos de bebê, diga-se de passagem) é bastante nocivo à saúde e ao meio ambiente, além de não oferecer proteção alguma no caso de contato com fogo.

A questão do tratamento anti-chamas em produtos infantis merece um post à parte. Enquanto esse post não vem, deixo dois artigos sobre o tema publicados pelo jornal The New York Times (para ler os artigos, clique aqui e aqui).