Foto por Erik Johnson, Flickr, Licença Creative Commons

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O post de hoje é o terceiro da série sobre alimentação infantil baseada nas ideias da terapeuta ocupacional Alisha Grogan. Alisha mantém o site Your Kid’s Table, com dicas preciosas para maximizar as chances de uma experiência bem-sucedida na hora da refeição.

Dica #3: Evite os lanchinhos a toda hora

Quem nunca lançou mão da estratégia de dar comida ao filho para mantê-lo quieto no carrinho, na cadeirinha do carro ou no supermercado? Acho que é difícil encontrar alguém que nunca tenha feito isso. O problema é quando essa prática vira rotina e a criança passa a beliscar constantemente fora de hora. Não é sempre possível dedicar um horário para as refeições, então beliscar com frequência muitas vezes acaba sendo uma opção mais atraente para muitos pais. Beliscar fora de hora também parece uma boa opção quando a hora da refeição em si torna-se estressante por algum motivo qualquer.

Em todos esses cenários, oferecer comida à criança fora do horário da refeição pode funcionar a curto prazo, mas atrapalha as coisas a longo prazo, fazendo com que a criança tenha dificuldade de estabelecer bons hábitos alimentares.

Quando a criança belisca continuamente, a mensagem que ela recebe é que podemos comer a qualquer hora do dia e que não precisamos nos sentar à mesa para comer com calma e na companhia do resto da família.

Segundo Alisha Grogan, precisamos ensinar as crianças a respeitar o horário das refeições para que elas criem hábitos saudáveis e duradouros. A terapeuta conta que seus clientes passam a comer bem melhor quando param de beliscar continuamente e passam a fazer refeições espaçadas.

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Amanhã, 5a feira, eu volto para dar continuidade à série de posts com dicas da terapeuta ocupacional Alisha Grogan. No post de amanhã, falaremos sobre brinquedos na mesa. Como vocês verão, não levar brinquedos para a mesa é uma regra básica que vale muito a pena seguir.

Caso seu filho não seja mais um bebê prestes a começar a introdução alimentar, não pense que é tarde demais. O objetivo da terapeuta Alisha Grogan em discutir esses erros comuns — e a minha intenção em divulgar suas ideias – é oferecer informação que ajude pais a fazerem mudanças na rotina alimentar de seus filhos. É provável que você demore um pouco para conseguir desfazer um hábito indesejável, mas é perfeitamente possível colocar as coisas nos eixos fazendo mudanças graduais, focando em uma coisa de cada vez.

Você conhece alguém insatisfeito com a alimentação do filho? O primeiro passo para começar a mudar hábitos alimentares é ter acesso a informação relevante. Se você está gostando desta série de posts e acha que o conteúdo dos textos pode interessar a outras pessoas, compartilhe-os em suas redes sociais! Pretendo trazer mais ideias da terapeuta Alisha Grogan para o Eco Maternidade, inclusive dicas de atividades sensoriais para serem feitas com crianças que apresentam seletividade alimentar.

Outros posts da série O que (não) fazer para seu filho comer bem:
PARTE 1: Abandone as papinhas o quanto antes
PARTE 2: Não desista do cadeirão cedo demais