Caixa de envio de roupas da loja de segunda mão online Thred Up. Crédito: Eco Maternidade

Caixa de envio de roupas da loja de segunda mão online Thred Up. Crédito: Eco Maternidade

Muitas das roupas que o meu filho usa foram compradas de segunda mão, na loja online Thred Up, que tem sede em San Francisco, CA. Praticamente tudo que já compramos na Thred Up chega aqui em casa com o aspecto de novo! Além disso, pagamos uma fração do preço cobrado pelas lojas convencionais por roupas novas.

Todo mundo sabe que, de maneira geral, compra-se muito mais do que uma criança pequena realmente precisa e que muita coisa nem chega a ser usada. E, mesmo as coisas que são efetivamente usadas, o são por pouco tempo, já que criança cresce super rápido. Por que comprar roupas de segunda mão não é um hábito comum para muita gente? Algumas ideias me vêm à cabeça:

  • Seria uma resistência à possível falta de higiene relacionada ao ato de usar coisas previamente usadas por desconhecidos?
  • Seria reflexo de uma cultura que associa o uso de itens de segunda mão a doações (que, por sua vez, são frequentemente intermediadas pela igreja católica ou então feitas diretamente à camada da sociedade que presta serviços domésticos)?
  • Seria uma crença cultural de que comprar tudo novinho e combinando é sinônimo de demonstração de amor ao filho?

O que vocês acham? Existe realmente uma resistência cultural em relação à compra de artigos previamente usados por desconhecidos?

Prefiro pensar que comprar artigos de segunda mão, na verdade, é um ato de demonstração de amor a nossos filhos, e não o contrário, como levantei acima. Afinal, reduzir o consumo de itens novos, que demandam energia e matéria-prima para serem produzidos, significa deixar um planeta mais limpo e saudável para as próximas gerações.

Semelhante à loja online Thred Up, onde compro roupas para o meu filho, existe a Ficou Pequeno no Brasil. Que tal olhar primeiro o site da Ficou Pequeno antes de ir olhar a vitrine da loja física no shopping quando seu filho precisar de uma roupa ‘nova’?